Pessoas vem e vão.
Algumas marcam,outras não.
Umas passam como a brisa leve de um tranquilo mar;
chegam,saem e pra nós nada têm a acrescentar.
Porém outras,basta um olhar.Somente um,
e esse olhar será lembrado como algo incomum.
Digo incomum por que me faltou palavra
e minhas palavras nem sempre são sábias,as vezes são falhas.
Como eu dizia,um olhar.O primeiro.
Aquele olhar tímido de quem se esconde,
basta para eu me sentir tão perto,porém imensamente longe.
Posso parecer ceticista,mas não acredito em sentimento em apenas
uma vista;
o sentimento nasce com o convívio face a face.
Uma pessoa que se conhece e acaba por se mostrar especialmente encantadora,
uma pessoa doce,apaixonante e sonhadora.
Quanto a formosura é irrelevante falar,pois o conteúdo faz a balança equilibrar.
É dessa pessoa que quero falar e dela não posso exigir,nem nada cobrar...
apenas o fato de ela existir ja me faz olhar para o mundo e enxergar,
que a pureza do amor se encontra em todo e qualquer lugar.
E finalmente para ela peço,
que o quanto puder,se lembre de um tolo poeta que insisti com seus versos.
Pois dela sempre me lembrarei;
e aqui termino como comecei.
Pessoas vem e vão.
Mas de fato as que marcam em mim sempre estarão.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
A Fábula do Homem e o Sol.
Santiago percorre o deserto.Sua garganta é seca,suas pernas pesam,mas seu objetivo é nobre.
O Sol é forte,a areia e o vento se misturam e chicoteam Santiago.Mas ele não para.Caminha firme com a imagem de seu objetivo na cabeça.
As miragens não o confundem,o desejo de encontrar uma sombra de palmeira ou um leito de rio não o destraem.Pois ele vai de encontro
a seu sonho.Ele conhece o deserto,é filho do deserto.A persistência de Santiago acaba por enfastiar o próprio Sol.Lá de cima,cansado em seu
próprio explendor,o astro indaga:
"-Por que corres incesante nesse chão quente?Julgas que estou frio ou manso hoje?"
Santiago lhe responde:
"-Corro porque não posso voar pelo céu."
o astro flamejante se inflama ainda mais:
"-Pois bem,esquentarei tanto o solo que não poderais nem sequer correr."
O Sol castiga as areias e também a Santiago,torna-se mais quente.Até sua cor e seu semblante se tornam rubros.Porém a vontade
de Santiago não é menor agora do que outrora.Ele continua sua marcha,em um rítimo constante.Horas se estendem e o Sol passa de seu período mais
intenso.Já se passam 5 horas após o meio dia e o Sol se torna baixo.Mais uma vez,pasmado com a perseverança humana o Sol pergunta:
"-Meu calor não o encomoda.As rajadas do vento também não.Que combústivel tamanho sustenta seu corpo,pequenino?"
"-A fé."
"-Fé?O que é fé?É algo que não compreendo.Algo exclusivo a sua inferioridade."
"-Acreditar."
"-Acreditar no quê?O que buscas?"
"-Tive um sonho.Onde meu povo era livre do horror e da guerra.Mas precisava cruzar o deserto a pé.Nossos melhores guerreiros saíram
em batalha.Nossos inimigos vizinhos aproveitaram essa brecha para oprimir meu povo.Eu devo levar a menssagem até o outro lado do deserto.Onde está nosso
exército.Foi o que vi em meu sonho."
"-Não podes ir a cavalo ou camelo?Tem de ser a pé?Sabe ao menos onde encontrar seu exército conterrâneo?"
"-No meu sonho eu estava a pé.E não sei onde eles estão,mas irei encontrá-los."
o prepotente Sol soltou uma gargalhada irônica e completou:
"-Homenzinho,sua inocência é cômica.Corres sem saber para onde.Motivado por um sonho.Não o irei atrapalhar.Do contrário,
enquanto eu me ausentar para dar lugar a Lua direi a ela que peça as estrelas para guiarem seu exército até você.Mas não pares de correr.É uma ordem!"
"-Obrigado.Em troca a esse favor,irei lhe mostrar a fé."
Assim Santiago continuou pela noite.A Lua silenciosa e prateada clareava o frio do deserto.Os obstáculos de Santiago eram outros agora.Frio
e silêncio.A Lua nada falava.Porém,como prometido pelo Sol,as estrelas guiaram os soldados ao comando da Lua,até Santiago.Mas Santiago não fez o que o Sol lhe mandou.
Ele parou de correr.Quando o Sol nasceu pela manhã,veio alegre dar a notícia a Santiago mas o encontrou caído e imóvel.Então ele disse:
"-Você!Levante-se,por que dormes quando lhe ordenei o contrário?Seu exército lá vem no horizonte!E você dorme?Onde está a fé que me prometeu
ensinar?"
Santiago desperta:
"-Você cumpriu sua parte e eu a minha.Lhe ensinei a acreditar.A ter fé e lhe provei.Lhe mostrei que apenas correndo pelo deserto baseado em meu sonho
cheguei a meu objetivo.Veja.Você mesmo veio me mostrar.Lá vem meu exército pelo horizonte.Não lhe prometi que não cessaria de correr,mas lhe afirmei que lhe ensinaria a fé.
Aí está ela."
O Sol adimirado com a sabedoria do homem,ainda aprenderia mais com ele:
"-Mesmo eu sendo um astro e você um homem,me ensinastes de fato a fé.Agora diga-me.Quem és tu?"
"-Sou Santiago.E sou o rei de meu povo.Não só você aprendeu comigo.Também eu com você.Você na sua celeste posição se rebaixou a falar comigo e
me ajudar.Eu como rei,aprendi com a nobreza de seu ato.Obrigado."
"-Eu que lhe agredeço."
Encerra,o então magnânimo Sol.
O Sol é forte,a areia e o vento se misturam e chicoteam Santiago.Mas ele não para.Caminha firme com a imagem de seu objetivo na cabeça.
As miragens não o confundem,o desejo de encontrar uma sombra de palmeira ou um leito de rio não o destraem.Pois ele vai de encontro
a seu sonho.Ele conhece o deserto,é filho do deserto.A persistência de Santiago acaba por enfastiar o próprio Sol.Lá de cima,cansado em seu
próprio explendor,o astro indaga:
"-Por que corres incesante nesse chão quente?Julgas que estou frio ou manso hoje?"
Santiago lhe responde:
"-Corro porque não posso voar pelo céu."
o astro flamejante se inflama ainda mais:
"-Pois bem,esquentarei tanto o solo que não poderais nem sequer correr."
O Sol castiga as areias e também a Santiago,torna-se mais quente.Até sua cor e seu semblante se tornam rubros.Porém a vontade
de Santiago não é menor agora do que outrora.Ele continua sua marcha,em um rítimo constante.Horas se estendem e o Sol passa de seu período mais
intenso.Já se passam 5 horas após o meio dia e o Sol se torna baixo.Mais uma vez,pasmado com a perseverança humana o Sol pergunta:
"-Meu calor não o encomoda.As rajadas do vento também não.Que combústivel tamanho sustenta seu corpo,pequenino?"
"-A fé."
"-Fé?O que é fé?É algo que não compreendo.Algo exclusivo a sua inferioridade."
"-Acreditar."
"-Acreditar no quê?O que buscas?"
"-Tive um sonho.Onde meu povo era livre do horror e da guerra.Mas precisava cruzar o deserto a pé.Nossos melhores guerreiros saíram
em batalha.Nossos inimigos vizinhos aproveitaram essa brecha para oprimir meu povo.Eu devo levar a menssagem até o outro lado do deserto.Onde está nosso
exército.Foi o que vi em meu sonho."
"-Não podes ir a cavalo ou camelo?Tem de ser a pé?Sabe ao menos onde encontrar seu exército conterrâneo?"
"-No meu sonho eu estava a pé.E não sei onde eles estão,mas irei encontrá-los."
o prepotente Sol soltou uma gargalhada irônica e completou:
"-Homenzinho,sua inocência é cômica.Corres sem saber para onde.Motivado por um sonho.Não o irei atrapalhar.Do contrário,
enquanto eu me ausentar para dar lugar a Lua direi a ela que peça as estrelas para guiarem seu exército até você.Mas não pares de correr.É uma ordem!"
"-Obrigado.Em troca a esse favor,irei lhe mostrar a fé."
Assim Santiago continuou pela noite.A Lua silenciosa e prateada clareava o frio do deserto.Os obstáculos de Santiago eram outros agora.Frio
e silêncio.A Lua nada falava.Porém,como prometido pelo Sol,as estrelas guiaram os soldados ao comando da Lua,até Santiago.Mas Santiago não fez o que o Sol lhe mandou.
Ele parou de correr.Quando o Sol nasceu pela manhã,veio alegre dar a notícia a Santiago mas o encontrou caído e imóvel.Então ele disse:
"-Você!Levante-se,por que dormes quando lhe ordenei o contrário?Seu exército lá vem no horizonte!E você dorme?Onde está a fé que me prometeu
ensinar?"
Santiago desperta:
"-Você cumpriu sua parte e eu a minha.Lhe ensinei a acreditar.A ter fé e lhe provei.Lhe mostrei que apenas correndo pelo deserto baseado em meu sonho
cheguei a meu objetivo.Veja.Você mesmo veio me mostrar.Lá vem meu exército pelo horizonte.Não lhe prometi que não cessaria de correr,mas lhe afirmei que lhe ensinaria a fé.
Aí está ela."
O Sol adimirado com a sabedoria do homem,ainda aprenderia mais com ele:
"-Mesmo eu sendo um astro e você um homem,me ensinastes de fato a fé.Agora diga-me.Quem és tu?"
"-Sou Santiago.E sou o rei de meu povo.Não só você aprendeu comigo.Também eu com você.Você na sua celeste posição se rebaixou a falar comigo e
me ajudar.Eu como rei,aprendi com a nobreza de seu ato.Obrigado."
"-Eu que lhe agredeço."
Encerra,o então magnânimo Sol.
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